Na
época feudal, a base da economia
era a agricultura e a paisagem dominada
pelos castelos. A partir do século
XII, o comércio e as cidades
passaram a ocupar essa posição.
A cidade se converteu num lugar ideal
para desenvolver trabalhos manuais e
comercializar os produtos fabricados.
Nas cidades, a população
encontrava proteção contra
os abusos do senhor feudal, além
de uma diversidade de serviços
concentrados num só local. Com
o aumento da população,
ampliaram-se as muralhas das cidades
antigas; novas cidades também
foram criadas. As ruas estreitas e as
casas muito juntas e apertadas davam
abrigo a uma população
numerosa, que se auto-governava por
meio dos conselhos municipais ou prefeituras.
Em suma, as cidades voltaram a ser o
motor do desenvolvimento europeu, depois
de vários séculos de supremacia
do mundo rural.
1.
O crescimento populacional e econômico
A
partir do século XI, o fim das
invasões e a redução
das guerras permitiram o crescimento
da população, gerando
mais consumidores e mão-de-obra.
O aumento da produção
agrícola, graças ao aperfeiçoamento
técnico e à ampliação
das áreas de cultivo, permitiu
a existência de excedentes para
o comércio e matérias-primas
para o artesanato. Camponeses começaram
a abandonar os feudos em direção
às cidades, onde novas atividades
eram desenvolvidas.
2.
A expansão urbana

Durante
os séculos XI, XII e XIII, a
população européia
teve um aumento considerável.
Isso provocou um incremento na produção
agrícola e o desenvolvimento
das atividades artesanais e mercantis.
As cidades antigas absorveram grande
número de pessoas; surgiram também
outras, chamadas "vilas novas".
As cidades tiveram várias origens,
mas cresceram em função
do comércio. O aumento da população
rural e urbana transformou a cidade
num centro de distribuição
dos produtos agrícolas, de tráfego
comercial, tanto regional como internacional,
e de produção de manufaturas.
A maioria das cidades triplicou ou quintuplicou
sua população ao longo
dessa época, mas as condições
de higiene continuaram precárias.
3.
O espaço urbano
Um
conjunto de ruas estreitas e algumas
praças formavam o interior das
cidades, que eram cercadas por muralhas.
As muralhas antigas se ampliaram para
poder abrigar a nova população,
em geral, formada de artesãosque
haviam se instalado nas proximidades.
Assim, as cidades medievais iam se constituindo
por conjuntos de bairros. As casas eram
apinhadas, pois no interior das muralhas
dispunha-se de pouco espaço.
Fora, estendiam-se as hortas, os campos
e os caminhos. Os mercados se realizavam
na esplanada externa, ou então
na praça maior no interior da
parte murada.
3a.
As casas
As casas eram feitas de pedra e madeira.
Em geral, eram escuras, pois tinham
poucas janelas, a fim de proteger os
moradores contra o frio e o calor. No
andar térreo das casas que ficavam
nas ruas principais, abriam-se pequenas
lojas e oficinas, onde trabalhavam os
artesãos em seus ofícios.
A vida desenvolvia-se num só
aposento da casa.
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Para
lembrar:
As pessoas que habitavam as cidades
eram de tipos muito diversos.
Havia nobres, eclesiásticos,
comerciantes, artesãos,
agricultores. Ricos e pobres conviviam
pacificamente. No início,
os habitantes das cidades eram
chamados de burgueses, mas com
o passar do tempo, o nome passou
a designar apenas os ricos. Entre
os grupos minoritários,
destacavam-se os judeus, que viviam
em bairros separados e se dedicavam
ao artesanato, ao comércio
e a atividades financeiras e empréstimos.
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3b.
O nome das ruas
Os artesãos se agrupavam por
ofício em determinadas ruas.
A atividade que realizavam servia de
nome para elas, como rua dos ferreiros,
ladeira dos sapateiros. Outros nomes
dados às ruas se referiam aos
nobres, eclesiásticos, mercadores
ou personagens populares que ali residiam.
4.
Artesãos
As cidades medievais se dedicavam, de
preferência, à produção
de manufaturas. As pessoas que exerciam
essa atividade eram os artesãos,
que se associavam em corporações
de ofício para regulamentar a
produção e evitar a concorrência
Trabalhavam em pequenas oficinas, onde
havia um mestre artesão, vários
oficiais ou companheiros e ainda os
aprendizes. A produção
era destinada a atender às necessidades
dos habitantes da cidade e seus arredores.
5. Mercadores
O
comércio europeu no século
XVIII
Dedicavam-se
ao comércio. Utilizavam sobretudo
as rotas marítimas ou fluviais,
mais baratas e rápidas que as
terrestres. Acorriam aos mercados e
feiras para vender seus produtos. Os
mercados eram realizados nas cidades
em um dia da semana ou vários.
As feiras eram bem maiores, ocorriam
duas ou três vezes por ano e envolviam
mercadorias de vários lugares.
Os mercadores (ou comerciantes) agrupavam-se
em confrarias para defender seus direitos,
conhecidas como guildas. Graças
ao seu poder econômico, faziam
parte do grupo que dirigia a cidade.
6. O comércio
na Europa
Veneza
e Gênova eram o ponto de origem
e de chegada à Europa das grandes
rotas comerciais do Oriente. Os
principais produtos importados eram
as especiarias, a seda, a porcelana
e o ouro. Além disso, a localização
geográfica dessas duas cidades
lhes permitia utilizar as rotas terrestres
e fluviais (rios navegáveis)
que se comunicavam com o centro e o
norte da Europa. As cidades do norte
europeu, desde o Mar do Norte até
o Báltico, criaram uma união
comercial chamada Hansa Teutônica
ou Liga Hanseática. Comerciavam
tecidos de lã e de algodão,
sal, madeira, ferro e armas.
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Para
lembrar:
Uma modalidade de venda e compra
de diversos produtos era a permuta
ou escambo. A cada produto, por
exemplo, um tecido, era atribuído
um valor. Em troca recebia-se
outro produto ou vários
que tivessem o mesmo valor do
tecido. Essa modalidade de transação,
muito comum no início da
Idade Média, foi desaparecendo
com a introdução
da moeda.
|
6a.
O valor da moeda
As
moedas eram feitas de ouro e prata.
O valor da moeda dependia da pureza
do metal com que era feita e também
do seu peso. Eram emitidas pelos reis
ou pelas cidades por autorização
real. Quando se chegava a outra cidade
onde a moeda era diferente era necessário
fazer o câmbio. Os cambistas,
encarregados de fazer o câmbio,
passaram a exercer o papel de banqueiros.
7.
A letra de câmbio
O
comerciante, ou quem quer que empreendesse
uma viagem, corria o perigo de ser assaltado.
Além disso, levar muitas moedas
era pesado e custoso. Os banqueiros
encontraram uma maneira mais fácil
e segura de fazer isso. Se, por exemplo,
um banqueiro tinha um escritório
em Bruges e outro em Veneza, aceitava
o dinheiro do comerciante em Bruges,
entregando-lhe em troca um papel assinado.
Com esse papel o comerciante poderia
sacar em Veneza o mesmo valor em dinheiro
que entregara em Bruges. A letra de
câmbio foi inventada na Itália
no século XIII, e se difundiu
por toda a Europa ao longo dos séculos
XIV e XV.
8.
O governo da cidade
As
cidades obtiveram autonomia por meio
de lutas, compra ou concessão
da liberdade. Para manter a independência
em relação ao senhor feudal,
as cidades criaram um sistema de governo
autônomo: o conselho municipal
ou prefeitura. Ali, estavam representados
os membros das famílias mais
ricas e importantes da cidade, assim
como artesãos e comerciantes.
Esses representantes se reuniam formando
um conselho. A prefeitura tomava suas
próprias decisões de governo,
cobrava impostos e enviava seus representantes
às cortes ou parlamentos.
9.
Escolas e universidades
As
universidades nascem no século
XII. Eram associações
de professores e alunos buscando tornar-se
independentes das escolas dirigidas
pela Igreja, que até então
conservava a exclusividade do ensino.
A universidade compreendia quatro tipos
diferentes de ensino: Artes e Letras,
Direito, Medicina e Teologia, esta última
era a mais importante. A partir do século
XIV, apareceram os colégios,
uma espécie de residência
de estudantes. O ensino era em latim.
Como havia poucos livros, era necessário
memorizar os ensinamentos do professor.
Fonte:
http://www.klickeducacao.com.br