Princesa
Imperial - Isabel Cristina Leopoldina
3ª
Princesa do Brasil
Princesa D. Isabel, Regente do Império
do Brasil (1846-1921).
Nome completo: Isabel Cristina Leopoldina Augusta
Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança
e Bourbon
• Infância e Adolescência
Às
6:26 horas da tarde do dia 29 de julho de 1846
nascia a Princesa Isabel, segunda filha do Imperador
D. Pedro II, assistida pelo Dr. Cândido
Borges Monteiro, no Paço de São
Cristóvão, Rio de Janeiro. Batizada
na capela Imperial no dia 15 de novembro daquele
ano pelo Bispo Capelão-Mor Conde de Irajá.
Recebeu o pomposo nome Isabel Cristina
Leopoldina Augusta. Isabel, por
causa da avó materna, Rainha de Nápoles;
Cristina, que lembraria sua mãe, a Imperatriz
Dona Tereza Cristina; Leopoldina em homenagem
a sua avó paterna, a primeira Imperatriz
do Brasil e Augusta como premonição
do futuro que a aguardava. A esses nomes acrescentaram-lhe
os tradicionais dos príncipes de Bragança:
Micaela, Gabriela, Rafaela Gonsaga
de Bragança e Bourbon.
O
Imperador D. Pedro II teve quatro filhos: D.
Afonso (1845-1847), D. Isabel Cristina (1846-1921),
D. Leopoldina Teresa (1847-1871) e D. Pedro
Afonso (1848-1850). Com as mortes prematuras
dos dois varões, Isabel tornou-se a herdeira
oficial do trono ao completar 14 anos.
Com
a morte de seu irmão mais velho, o Príncipe
Dom Afonso, tornava-se, aos onze meses de idade,
herdeira do trono e sucessora de seu pai. Neste
mesmo ano de 1847 nasceria a 13 de julho a sua
companheira de toda a mocidade, a Princesa Leopoldina,
sua irmã.

A
29 de julho de 1860 completava D. Isabel seus
14 anos e, de acordo com o Artigo 106 da Constituição,
deveria prestar o juramento por esta determinado
de "manter a religião católica
apostólica a romana, observar a Constituição
política da nação brasileira
e ser obediente às leis e ao imperador.
A
fim de prepará-la para o papel que lhe
estava reservado, começou Dom Pedro II
a preocupar-se com a formação
da futura Imperatriz. Desde cedo, porém,
o Imperador iniciou entendimentos para dar às
filhas uma preceptora. Por indicação
da Princesa de Joinville (Dona Francisca
de Bragança (1824-1898), irmã
de D. Pedro II - foto ao lado ) a escolhida
foi D. Luisa Margarida Portugal de Barros, filha
do diplomata Domingo Borges de Barros (Visconde
de Pedra Branca), casada com o fidalgo francês
Visconde de Barral. A futura Condessa de Barral
iniciou suas funções em setembro
de 1865.
Para
a instrução da Princesa Isabel
e da sua irmã diversos mestres foram
então designados. Lendo seus programas
de estudo, tão repletos de aulas e obrigações,
pode-se imaginar que a Princesa Isabel teve
uma infância diferente das crianças
de seu tempo. Contudo, teve certamente suas
horas de brincadeiras, principalmente em Petrópolis.
onde em seu diário ela diz: "Petrópolis,
residência de verão, residência
deliciosa: jardins floridos canais cortando
a cidade... "ou ainda mais adiante "Eu
fui de Petrópolis a pé até
a cascata de Tamarati. A mana andou tão
pouco a cavalo. " Em São Cristóvão,
para amenizar o ambiente tão carregado
de estudos e deveres, pequenas peças
teatrais eram levadas à cena e as princesas
desempenhavam os principais papéis na
companhia dos amigos de infância.
O
regime de estudos das princesas era de uma severidade
impressionante. Elas tinham aulas 6 dias por
semana, das 7 h da manhã às 21h30m,
com pouquíssimos intervalos para recreação.
O próprio Imperador determinou: as visitas
que procurarem as Princesas serão recebidas
unicamente aos domingos, nas festas de guarda
e nacionais, nos dias de seus anos, nos dos
nossos, nos de seus nomes e nossos, e em qualquer
outra ocasião que eu determinar —
à exceção dos criados de
honra e de serviço. Só haverá
férias em Petrópolis, onde talvez
seja alterada a distribuição do
tempo. O currículo compreendia cerca
de duas dezenas de matérias, entre as
quais português e sua literatura, francês,
inglês, italiano, alemão, latim
(cujo professor era às vezes o próprio
imperador), grego, álgebra, geometria,
química, física, botânica,
várias disciplinas de história,
divididas por país e por época,
cosmografia, desenho e pintura, piano, filosofia,
geografia, economia política, retórica,
zoologia, mineralogia, geologia, etc. Boa parte
das aulas era dada em francês, assim como
esta era a língua em que eram redigidos
os horários das aulas e os boletins escolares.
A princesa Isabel cresceu em um lar muito saudável,
onde imperava o respeito mútuo entre
os pais.
As
diversões das princesas ficavam por conta
de jogos de salão e representações
teatrais no próprio palácio. Eram
as “festas das meninas”, de que
estavam excluídos políticos e
meninos. As Princesas viam transcorrer sua juventude,
entre aulas de latim, alemão, botânica,
mitologia, história sagrada, matemática
além de leitura dos evangelhos aos sábados.
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