Biografia
- (1855-1940)
Estudou
na Suíça, formando-se em medicina em 1879,
tendo realizado, também, cursos de especialização
nos principais laboratórios da França, Alemanha
e Inglaterra.
Retornando
ao Brasil, estabeleceu-se na cidade de Limeira,
onde clinicou durante seis anos. Viajou novamente
para a Europa e, na Alemanha, trabalhou com
o cientista Unna, em Hamburgo. De volta ao
Brasil, recebeu convite do governo inglês
para ocupar o cargo de diretor do Hospital
Kalihi, no Havaí. Lá, realizou inúmeras pesquisas
sobre a lepra. Trabalhou, também, na Califórnia,
nos Estados Unidos e, em 1892, foi chamado
pelo governo do Estado de São Paulo para dirigir
o Instituto Bacteriológico (hoje, Instituto
Adolfo Lutz).
Juntamente
com Emílio Ribas e Vital Brazil, identificou
o surto da peste bubônica em Santos.
Apoiou
e incentivou Vital Brazil nas pesquisas sobre
ofidismo, inclusive, foi o idealizador do
laço para captura de serpente e contribuiu
incisivamente para a criação do “Instituto
Serumtherápico no Butantan”, onde seriam fabricadas
as vacinas e soros contra a peste bubônica
e os antiofídicos. Em 1902, confirmou as experiências
de Walter Reed em relação à febre amarela
e sua transmissão pelo mosquito, agente depositário
do vírus. Em 1908, identificou em São Paulo,
a blastomicose sul-americana, além de identificar
e debelar surtos de cólera e de peste em várias
localidades do Estado. Através de suas pesquisas,
conseguiu estabelecer a natureza tifóidica
das “febres paulistas”.
Dentre
as pesquisas realizadas por A. Lutz, destacaram-se
aquelas referentes ao impaludismo, os estudos
sobre ancilostomose, esquistossomose e leishmaniose.
Adolfo Lutz realizou também estudos sobre
as plantas brasileiras, tendo percorrido,
em viagens científicas, grande parte do continente
sul-americano. Em 1908, obteve sua aposentadoria
em São Paulo e transferiu-se para o Rio de
Janeiro, onde trabalhou, ativamente, no Instituto
Oswaldo Cruz até sua morte, ocorrida em 6
de outubro de 1940.

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