Novas
tecnologias na educação
Educação a Distância
e as Novas Tecnologias de Informação
e Aprendizagem
João Roberto Moreira
Alves
Surgimento
da EAD no mundo
A
Educação a Distância
- EAD começou no século
XV, quando Johannes Guttenberg,
em Mogúncia, Alemanha, inventou
a imprensa, com composição
de palavras com caracteres móveis.
Com a criação, tornou-se
desnecessário ir às
escolas para assistir o venerando
mestre ler, na frente de seus discípulos,
o raro livro copiado. Antes, os
livros, copiados manualmente, eram
caríssimos e portanto inacessíveis
à plebe, razão pela
qual os mestres eram tratados como
integrantes da corte.
Conta
a história que as escolas
da época de Guttenberg resistiram
durante anos ao livro escolar impresso
mecanicamente, que poderia fazer
com que se tornasse desnecessária
a figura do mestre.
Na
versão moderna, a Suécia
registra a primeira experiência
nesse campo de ensino em 1883. Em
1840 tem-se notícias da EAD
na Inglaterra; na Alemanha foi implementado
em 1856 e nos Estados Unidos, notou-se
o ensino por correspondência
em 1874. O início da EAD
no Brasil data provavelmente de
1904.
Existe,
nos dias de hoje, EAD em praticamente
quase todo o mundo, tanto em nações
industrializadas como também
em países em desenvolvimento.
Centros de multiplicação
Segundo
estudos e pesquisas, a grande difusão
da EAD se deve à França,
Espanha e Inglaterra. Os seus centros
educacionais contribuíram
sobremaneira para que outros países
pudessem adotar os modelos desenvolvidos
especialmente pelo Centre National
de Enseignement a Distance, pela
Universidad Nacional de Educación
a Distancia e pela Open University.
No
âmbito da América Latina
e Caribe, Venezuela (por meio da
Universidad Nacional Abierta) e
Costa Rica (por meio da Universidad
Nacional Estatal a Distancia) têm
prestado inestimável apoio
à difusão da EAD.
Mais recentemente o Canadá,
por meio da Tele-Université,
contribuiu com grandes trabalhos
para que houvesse a ampliação
do campo de atuação
dessa metodologia educacional.
A educação a distância
no Brasil
Inexistem
registros precisos acerca da criação
da EAD no Brasil. Tem-se como marco
histórico a implantação
das "Escolas Internacionais"
em 1904, representando organizações
norte-americanas. Entretanto, o
Jornal do Brasil, que iniciou suas
atividades em 1891, registra na
primeira edição da
seção de classificados,
anúncio oferecendo profissionalização
por correspondência (datilógrafo),
o que faz com que se afirme que
já se buscavam alternativas
para a melhoria da educação
brasileira, e coloca dúvidas
sobre o verdadeiro momento inicial
da EAD.
Nessa
época, a crise na educação
nacional já era notada, buscando-se
desde então opções
para a mudança do status
quo. Vale transcrever a citação
contida no relatório de 1906,
do Dr. Joaquim José Seabra,
Ministro da Justiça e Negócios
Interiores (que abrangia a Educação),
ao Presidente da República.
Textualmente, assim manifestava
o titular da pasta:
"O
ensino chegou (no Brasil) a um estado
de anarquia e descrédito
que, ou faz-se a sua reforma radical,
ou preferível será
aboli-lo de vez".
A
educação a distância
começou, portanto, num momento
bastante conturbado da educação
brasileira.
Devido
a pouca importância que se
atribuía à educação
a distância e as muitas vezes
alegadas dificuldades dos correios,
pouco incentivo recebeu o ensino
por correspondência por parte
das autoridades educacionais e órgãos
governamentais.
Em
1923, com a fundação
da Rádio Sociedade do Rio
de Janeiro, por um grupo liderado
por Henrique Morize e Roquete Pinto,
iniciou-se a educação
pelo rádio. A emissora foi
doada ao Ministério da Educação
e Saúde em 1936, e no ano
seguinte foi criado o Serviço
de Radiodifusão Educativa
do Ministério da Educação.
Outra
experiência surgida em São
Paulo foi a do Instituto Rádio
Técnico Monitor, fundado
em 1939, com opção
no ramo da eletrônica.
Não
há registros históricos
do surgimento das entidades de EAD
brasileiras, o que dificulta um
relato preciso para os estudiosos
dessa área educacional.
Em
1941 surge o Instituto Universal
Brasileiro, objetivando a formação
profissional de nível elementar
e médio.
A
Igreja Adventista lançou,
em 1943, programas radiofônicos
através da Escola Rádio-Postal
de "A Voz da Profecia",
com a finalidade de oferecer aos
ouvintes os cursos bíblicos
por correspondência.
O
SENAC - Serviço Nacional
de Aprendizagem Comercial - iniciou
em 1946 suas atividades e desenvolveu,
no Rio de Janeiro e São Paulo,
a Universidade do Ar, que em 1950
já atingia 318 localidades
e 80 alunos; em 1973, iniciou os
cursos por correspondência,
seguindo o modelo da Universidade
de Wisconsin - USA.
A
Diocese de Natal, no Estado do Rio
Grande do Norte, criou em 1959 algumas
escolas radiofônicas, dando
origem ao Movimento de Educação
de Base, que foi um marco na EAD
não formal no Brasil.
Em
1962 foi fundada, em São
Paulo, a Ocidental School, de origem
americana, sendo atuante no campo
da eletrônica. Possuía,
em 1980, alunos no Brasil e em Portugal.
Na
área de educação
pública, o IBAM - Instituto
Brasileiro de Administração
Municipal - iniciou suas atividades
de EAD em 1967, utilizando a metodologia
de ensino por correspondência.
A
Fundação Padre Landell
de Moura criou, em 1967, seu núcleo
de EAD, com metodologia de ensino
por correspondência e via
rádio.
A
história da EAD no Brasil
registra também que, nas
décadas de 60 a 80, novas
entidades foram criadas com fins
de desenvolvimento da educação
por correspondência, sendo
que algumas já estão
desativadas. Um levantamento feito
com apoio do Ministério da
Educação, em fins
dos anos 70, apontava a existência
de 31 estabelecimentos de ensino
utilizando-se da metodologia de
EAD, distribuídos em grande
parte nos Estados de São
Paulo e Rio de Janeiro.
Segundo
o documento, as entidades que atuavam
no setor tinham por objetivos básicos:
Levar o ensino às mais diferentes
partes do país;
Fornecer conhecimentos específicos
sobre determinadas matérias
(profissionalizantes, de um modo
geral);
Transmitir conhecimentos a pessoas
que já exerciam uma profissão,
mas careciam de embasamento teórico;
Orientar pessoas que pretendiam
fazer exames especializados.
Relata também que os recursos
financeiros para a manutenção
dessas organizações
eram provenientes, em sua maior
parte, dos pagamentos efetuados
pelos alunos a título de
compra do material elaborado para
o curso. Cerca de 5.000 cartas eram
remetidas diariamente pelas organizações
que desenvolviam, naquela época,
o ensino a distância.
O
levantamento a que nos referíamos
citava, além das escolas
mencionadas acima, as seguintes
unidades educacionais:
Associação Mens Sana,
com cursos a partir de 1967;
Centro de Ensino Técnico
de Brasília, em 1968;
Cursos Guanabara de Ensino Livre,
em 1969;
Instituto Cosmos, em 1970;
Centro de Socialização,
em 1972;
Instituto de Pesquisas Avançadas
em Educação, em 1973;
Universidade de Brasília,
em 1973;
Centro de Estudos de Pessoal do
Exército Brasileiro, em 1974;
Universal Center, em 1974;
Fundação Centro de
Desenvolvimento de Recursos Humanos,
vinculado ao Governo do Estado do
Rio de Janeiro, em 1975;
Cursos de Auxiliares de Clínica
e de Cirurgia, em 1975;
Instituto de Radiodifusão
da Bahia, em 1975;
Empresa Brasileira de Telecomunicações
- EMBRATEL, em 1976;
Banco Itaú, em 1977;
Associação Brasileira
de Tecnologia Educacional - ABT,
em 1980;
Centro Educacional de Niterói,
em 1980;
Banco do Brasil, em 1981;
Universidade Federal do Maranhão,
em 1981;
Colégio Anglo-Americano,
em 1981;
Associação Brasileira
de Educação Agrícola
Superior, em 1982;
Escola de Administração
Fazendária, em 1985;
Projeto Rondon, em 1986.
É provável que outras
instituições tenham
iniciado suas atividades de EAD
nesse período, entretanto
a falta de registro em qualquer
órgão faz com que
se cometam falhas na formação
histórica da educação
a distância brasileira. Lançamos
a idéia que o Governo Federal
promova um cadastramento geral das
entidades que desenvolvem a EAD
no Brasil.
No
fim da década de 80 e início
dos anos 90, nota-se um grande avanço
da EAD brasileira, especialmente
em decorrência dos projetos
de informatização,
bem como o da difusão das
línguas estrangeiras. Hoje
se tem um número incontável
de cursos que oferecem, por meio
de instruções programadas
para microcomputadores, vídeos
e fitas K-7, formas de auto-aprendizagem.
Os
registros históricos feitos,
referentes às primeiras instituições,
são extremamente importantes,
entretanto tentar listar agora todas
as experiências atuais é
absolutamente impossível.
Os meios para o desenvolvimento
da EAD
A
Educação a Distância
depende para o seu êxito -
além de sistemas e programas
bem definidos - de recursos humanos
capacitados, material didático
adequado e, fundamentalmente, de
meios apropriados de se levar o
ensinamento desde os centros de
produção até
o aluno, devendo existir instrumentos
de apoio para orientação
aos estudantes através de
pólos regionais.
Essa
conjugação de ferramentas
permite resultados altamente positivos
em qualquer lugar do mundo.
Adiciona-se
naturalmente, como elemento que
antecede o trabalho, o completo
diagnóstico das necessidades,
tanto do discente em potencial,
como da região onde está
inserido e, durante o desenvolvimento
dos cursos e a posteriori, a avaliação.
No
Brasil, poucos são os trabalhos
desenvolvidos que analisam todos
esses fatores e, por essa razão,
acentuam-se as evasões, o
que representa um grande desperdício
de recursos e contribui para o descrédito
da EAD.
O
custo da EAD é elevado, só
se viabilizando financeiramente
em economia de escala. E contudo,
o custo total é extremamente
pequeno se considerarmos que auxilia
o resgate da imensa dívida
social notada em nosso território.
No
Brasil notamos, como principal carência,
a falta de recursos humanos capacitados.
Ainda são poucos os técnicos
capazes de levar avante o trabalho
de planejar, desenhar, produzir,
implantar e avaliar os programas.
Insiste-se
hoje em realizar essas tarefas com
equipes brasileiras, quando na visão
do autor, isso é um grande
erro.
Não
pregamos a dependência de
consultores estrangeiros eternamente,
entretanto, num primeiro momento,
isso é fundamental, até
que os resultados sejam claramente
notados de forma positiva.
Não
queremos também a "importação
de modelos" que deram certo
em países industrializados
ou em desenvolvimento, mas tão
somente o assessoramento técnico
por quem já passou por fases
semelhantes à nossa.
Comparativamente
com muitos outros países
estamos ainda na pré-história
da EAD.
As
instituições e também
o Governo Federal têm buscado
apoio de organizações
internacionais para alavancar os
programas; contudo, a participação
dos mesmos se cingem a rápidas
visitas, conferências e em
atendimento a pessoas do Brasil
que visitam ou fazem cursos de curta
e média duração
naquelas nações do
primeiro mundo da EAD.
O
brasileiro é capaz de aprender
as complexas técnicas de
EAD, contudo isso não se
faz em passo de mágica, leva
tempo, custa caro e acaba-se acertando
na base do ensaio e erro.
Quando
defendemos a cooperação
internacional permanente numa primeira
fase, objetivamos resultados mais
rápidos e menores dispêndios.
Podemos
construir o nosso modelo de EAD,
mas em todas as demais áreas
do conhecimento sempre nos mostramos
dentro de um modelo importador.
Temos
absoluta convicção
de que esta será a parte
mais certa de crítica ao
nosso trabalho, contudo não
vamos nos furtar a manifestar o
nosso ponto de vista, formado a
partir de profundos estudos sobre
a Educação a Distância
no mundo e de visitas a projetos
e instituições tanto
do primeiro, como do terceiro mundo.
Outro
ponto que também registramos
é que a reversão do
quadro da EAD no Brasil dependerá
da junção de esforços
de pessoal da área de educação
com o da comunicação,
adicionando-se às equipes
multidisciplinares, os administradores
de sistemas da informação.
Vivemos
no momento da "pedagogia da
tela", onde o tripé
educação, comunicação
e administração é
indissociável.
A
carência brasileira é,
exclusivamente, da falta de recursos
humanos. Recursos financeiros existem
e sempre foram alocados quando se
vêem bons projetos e vontade
política.
Com
pessoas capacitadas montam-se excelentes
sistemas e programas, eis que o
mercado existe e a infra-estrutura
é excepcional.
Superando
a fase das equipes, temos que tecer
considerações sobre
as redes de comunicação
para o desenvolvimento da EAD em
nosso país.
A
definição dos meios
de acesso do estudante à
educação variam conforme
os projetos e o público-alvo.
Somente as instituições
que os levaram avante podem equacionar
adequadamente esse ponto.
Cabe-nos,
agora, transmitir algumas informações
acerca desse imenso potencial das
comunicações brasileiras,
que nos colocam junto ao primeiro
mundo.
Temos
aí o grande paradoxo: de
um lado, estamos na pré-história
da EAD, na Idade Média da
educação em alguns
bolsões da pobreza, e no
século XXI nas comunicações.
O
primeiro grande veículo de
comunicação são
os correios. O serviço estatal
é eficiente e já tem
mostrado provas dessa eficácia.
Temos todas as cidades cobertas
pela Empresa Brasileira de Correios
e Telégrafos, chegando as
mensagens aos mais longínquos
locais do imenso território
nacional.
No
momento em que encerrávamos
a presente edição
o Brasil dispunha de 12.766 agências
postais.
Os
serviços postais do Brasil
começaram no tempo da Colônia,
e sua implantação
deu-se naturalmente, com "importação"
de tecnologia portuguesa. As embarcações
traziam e levavam correspondências
entre as metrópoles e nos
locais mais afastados dos portos
a transmissão das cartas
era feita pelos escravos, viajantes
e tropeiros.
Em
1797 foi criada a Administração
de Portos, Correios e Diligências
de Terra Mar, embrião da
Empresa de Correios e Telégrafos.
O
rádio veio a seguir, e já
ocupou importante papel para a difusão
da educação, como
já citado anteriormente.
Atualmente
dispomos de uma grande rede de comunicação
radiofônica, totalmente desperdiçada
para fins de EAD.
Acoplam-se
aos sistemas as emissoras de televisão,
analisadas agora, num único
bloco.
O
quadro nacional é o seguinte,
segundo fonte do Ministério
das Comunicações:
Concessões
em vigor
Estado
|
Ondas
Médias(AM)
|
Ondas
Tropicais
|
Ondas
Curtas
|
FM
|
TV
|
Total
|
|
SP
|
260
|
15
|
8
|
257
|
38
|
578
|
|
MG
|
175
|
5
|
3
|
179
|
20
|
382
|
|
RS
|
176
|
-
|
4
|
146
|
21
|
347
|
|
PR
|
164
|
2
|
4
|
99
|
24
|
293
|
|
BA
|
90
|
1
|
1
|
86
|
12
|
190
|
|
SC
|
100
|
-
|
2
|
62
|
13
|
177
|
|
RJ
|
59
|
4
|
4
|
68
|
14
|
149
|
|
CE
|
83
|
2
|
-
|
25
|
6
|
116
|
|
GO
|
53
|
4
|
2
|
34
|
12
|
105
|
|
PE
|
38
|
1
|
-
|
44
|
8
|
91
|
|
MS
|
42
|
5
|
-
|
19
|
8
|
74
|
|
MA
|
37
|
3
|
2
|
20
|
10
|
72
|
|
PI
|
50
|
1
|
-
|
15
|
5
|
71
|
|
PA
|
30
|
8
|
-
|
22
|
8
|
68
|
|
PB
|
32
|
-
|
-
|
26
|
6
|
64
|
|
MT
|
35
|
5
|
-
|
15
|
5
|
60
|
|
AM
|
24
|
10
|
1
|
13
|
6
|
54
|
|
ES
|
19
|
1
|
-
|
26
|
7
|
53
|
|
RN
|
30
|
1
|
-
|
11
|
5
|
47
|
|
RO
|
17
|
5
|
-
|
18
|
5
|
45
|
|
AL
|
15
|
-
|
-
|
18
|
4
|
37
|
|
SE
|
13
|
-
|
-
|
17
|
4
|
34
|
|
DF
|
7
|
-
|
1
|
13
|
6
|
27
|
|
TO
|
8
|
1
|
-
|
6
|
3
|
18
|
|
AC
|
5
|
5
|
-
|
3
|
3
|
16
|
|
AP
|
3
|
2
|
-
|
4
|
2
|
11
|
|
RR
|
2
|
1
|
-
|
2
|
2
|
7
|
|
TOTAL
|
1.567
|
82
|
32
|
1.248
|
257
|
3.186
|
* Número
de concessões e permissões
de canais de rádio e TV em
vigor, por unidade da federação
Além
dos correios, rádios e televisão,
o Brasil conta com um sistema de
telefonia invejável, possibilitando
que se acoplem computadores, fac-símile
e CD-ROM.
Há
uma má distribuição
das linhas telefônicas em
todo o território nacional,
conforme demonstrado no quadro abaixo.
Os números mostram as linhas
por 100 habitantes.
| Linhas
telefônicas nos estados
e territórios do Brasil |
| Distrito Federal |
21,00 |
| Rio de Janeiro |
12,51 |
| São Paulo |
11,80 |
| Paraná |
8,10 |
| Roraima |
7,46 |
| Espírito Santo |
7,22 |
| Mato Grosso do Sul |
7,18 |
| Média no Brasil |
6,56 |
| Rio Grande do Sul |
6,80 |
| Santa Catarina |
6,43 |
| Amazonas |
5,94 |
| Amapá |
5,78 |
| Minas Gerais |
5,57 |
| Mato Grosso |
5,19 |
| Acre |
5,12 |
| Rondônia |
4,52 |
| Goiás (com Tocantins) |
4,41 |
| Sergipe |
4,09 |
| Paraíba |
3,75 |
| Bahia |
3,70 |
| Ceará |
3,70 |
| Pernambuco |
3,22 |
| Rio Grande do Norte |
3,10 |
| Alagoas |
2,92 |
| Pará |
2,91 |
| Piauí |
2,54 |
| Maranhão |
1,92 |
Fonte: IBDT
A
penetração da telefonia
no Brasil ainda é baixa.
São oito terminais para cada
100 habitantes, ou seja, somente
7% da população brasileira
possui telefone. Esse número
varia muito de acordo com a região
ou a classe social. Em Brasília,
a densidade é de 21 terminais
para cada 100 habitantes, enquanto
que em algumas cidades do Nordeste
esse índice não passa
de 3 por 100. Entre as famílias
com renda superior a US$ 2 mil,
99,5% possuem linhas telefônicas.
Segundo
a revista alemã Siemens,
o Brasil ocupa o 10o lugar no ranking
mundial de investimentos na área
de telefonia, com uma média
de US$ 3 bilhões por ano.
Está atrás somente
dos sete grandes, da Espanha e da
Coréia. O Brasil tem 14 milhões
de telefones, sendo a 11ª rede
do mundo, com crescimento de 1%
ao ano.
A
telefonia celular está crescendo
rapidamente. Em 92, eram 30 mil
terminais; em 93, 300 mil. Mais
300 mil estão sendo instalados
atualmente e a previsão da
Telebrás é fechar
o ano de 94 com a marca de um milhão
de terminais.
Os
tentáculos do CPqD estão
se espalhando pelo Rio de Janeiro.
O centro de pesquisa, que já
tinha convênio com o Centro
de Estudos em Telecomunicações
da PUC-RJ, está se juntando
à Universidade Estácio
de Sá e à UFRJ para
a realização de cursos
e pesquisas em telecomunicações.
O
mundo entrou definitivamente na
era da informatização.
Em 1991, os investimentos em informática
superaram pela primeira vez os investimentos
em setores tradicionais da economia.
"Hoje, um carro tem US$ 782
de microeletrônica e US$ 675
de aço". No Japão
a nova era é mais visível:
em 91, existiam naquele país
2.620 robôs para cada 100
mil habitantes. A população
de robôs japoneses é
maior do que a de todo o resto do
mundo.
Os
serviços de telefonia são
coordenados, a nível nacional,
por empresas do Sistema Telebrás,
vinculadas ao Governo Federal.
Mais
recentemente chega ao Brasil o sistema
de TV por assinatura, ainda inexpressivo
em termos de território nacional
e não utilizado para a EAD.
A
disputa pelo mercado de TV por assinaturas
parece um jogo de xadrez. Cada lance
dos dois gigantes do setor, Net
Brasil/Globosat, do Grupo Globo,
e TVA, do Grupo Abril, envolve o
avanço ou recuo estratégico
de um deles.
Neste
momento a Net avança, colocando
cabos pelas ruas dos bairros da
classe média alta de São
Paulo, com o objetivo de dobrar
o número de assinantes dos
atuais 100 mil para 200 mil pessoas
até dezembro.
A
TVA, líder do segmento, revê
sua estratégia e recua. Procura
partilhar a mesma tecnologia do
concorrente. Ou seja, instalar cabos
- que não tinha até
recentemente, pois usava sistemas
de microondas (MMDS) e satélite
(DTH) - para ampliar a base de 170
mil usuários.
O
vaivém no tabuleiro tem por
finalidade seduzir 1 milhão
de potenciais assinantes, quadruplicando
o mercado atual.
O
sistema de cabo foi amplamente utilizado
como uma maneira de derrubar custos,
principalmente em áreas com
muitos prédios. Com isso,
num primeiro round, a Net, que distribui
a programação da Globosat,
conseguiu bater a TVA. Para 26 canais
(incluindo os de UHF e VHF) entregue
aos assinantes, a empresa cobra
preço único equivalente
a US$ 38 mensais, enquanto a TVA
cobra US$ 8 por canal, exigindo
a compra de um pacote mínimo
de três programações.
Acreditamos que no Brasil haverá
um sistema misto de transmissão.
Há
regiões no país que
necessitam do MMDS, algumas do DTH
e outras de cabos. Mesmo o MMDS,
considerado por alguns um produto
ultrapassado por limitar a veiculação
de apenas 10 canais - enquanto o
cabo ultrapassa a barreira dos 50
tranquilamente - acreditamos que
sofrerá grandes avanços.
Quando começou, o sistema
MMDS só oferecia a possibilidade
de operar dois canais, hoje, com
a compressão digital, já
é possível colocar
12 canais.
Há
anos atrás ninguém
pensava em tecnologia digital e
celular. Enquanto a Net tem a dianteira
em cabo, a Globosat investe na casa
dos assinantes.
O
avanço se dará com
o Pay Per View feito por intermédio
do decolder, um aparelho com o qual
o consumidor paga apenas pelo programa
que assistiu. O Pay Per View é
comum em países desenvolvidos
para vender eventos especiais e
filmes recém-lançados
em circuito comercial.
Paralelamente
a essas idéias, a TVA, num
ferrenho combate à concorrência,
procurou fazer parcerias na programação,
como forma de reduzir custos.
Os
quadros abaixo mostram, em primeiro
lugar a situação em
julho de 1994 das duas maiores organizações
que investem no setor e bem assim
o nicho dos independentes.
Números do segmento de tevê
por assinatura do Brasil
TVA (Grupo Abril)
Canais: 21 (incluindo os de UHF
e VHF)
Assinantes: 170 mil
Crescimento: 10.000 novos assinantes/mês
Principais canais: HBO, ESPN, CNN,
Supercanal, NBC News, BS, Walt Disney,
Rai, Lifetime, MTV
Afiliadas: 36
Sistema utilizado: MMDS, cabo e
satélite
Acionista: Grupo Abril e Mathias
Machline (3%)
NET
BRASIL/GLOBOSAT (Grupo Globo)
Canais: 26 (incluindo os de UHF
e VHF)
Assinantes: 100 mil
Meta: 200 mil até dezembro
Principais canais: Discovery, CNN,
Fox, Jockey, NBC, Cartoon Network,
Televisa, Teleuno, TV-5
Operadoras: 30
Sistema utilizado: cabo e satélite
Cidades em operação:
Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis,
São Paulo e Rio de Janeiro
Nova operação: Brasília,
em agosto
Infra-estrutura: 1000 quilômetros
de cabo
Empresas crescem com segmentação
SISTEMA TTC/TVC
Atuação: Grande Belo
Horizonte
Assinantes: 13 mil
Meta: 150 mil assinantes em 5 anos
Canais: 28
Sistema utilizado: cabo e MMDS
Principais canais: TVA, NET, CNN
e ESPN
Acionistas: Júnia Rabelo
e Péricles Pacheco
TV ALPHA
Atuação: Grande São
Paulo
Assinantes: 1.500
Meta: 35 mil assinantes em 3 anos
Canais: 2
Sistema utilizado: cabo e MMDS
Principais canais: Privé
(erótico) e Winner (esportes
especiais)
Acionista: Lauro Fontoura
Por
último, chega ao Brasil o
sistema de fibras óticas,
acelerando a comunicação,
tanto internamente, como com o mundo.
A
transmissão de vários
tipos de dados por meio ótico
já era uma realidade nos
laboratórios, chegando agora
a ser utilizado para as telecomunicações
brasileiras.
A
EMBRATEL - Empresa Brasileira de
Telecomunicações -
encarregada de viabilizar o projeto
nacional nesse campo, definiu a
implantação de uma
primeira etapa para o período
de 1993-1996, com 7.227 Km de extensão,
interligando o litoral, desde o
Ceará até o Rio Grande
do Sul; numa segunda etapa implantará
mais 14.121 Km, estando prevista
a conclusão do projeto para
o ano de 2.001.
A
nova tecnologia auxiliará,
sobremaneira, o desenvolvimento
da EAD no Brasil.
Conclui-se,
portanto, que existem amplos meios
para o êxito da EAD no Brasil,
necessitando somente de ações
concretas por aqueles que realmente
pretendem o seu desenvolvimento
como instrumento de melhoria qualitativa
e quantitativa da educação
nacional.
As redes estrangeiras de EAD
A
figura das redes vem se consolidando
em vários países,
entrelaçando instituições
dentro de um mesmo fim.
No
campo da EAD em algumas regiões
do mundo existem sucesso em redes
de um ou mais países, contribuindo
decisivamente para implementação
de programas comuns.
Em
novembro de 1990, no ensejo da realização
da XV Conferência Mundial
do ICDE - International Council
for Distance Education - diversas
instituições educacionais
reuniram-se em Caracas e criaram
o CREAD - Consórcio-Rede
de Educação a Distância
-, com o intuito de congregar organizações
da América do Norte, Central,
do Sul e Caribe, vindo a existir
a possibilidade de num futuro, interligar-se
com outras redes, inclusive européias.
O
grupo fundador consolidou o projeto
através de duas outras assembléias:
a primeira, em Santo Domingo, em
1992 e a última, em State
College (Pensylvania), em 1993,
quando foi formalizada a aprovação
do CREAD como instituição
jurídica própria.
A
primeira fase do Consórcio-Rede
teve o seu funcionamento apoiada
pela OUI - Organização
Universitária Interamericana
- com sede em Québec, Canadá,
assim como por organismos internacionais,
especialmente a Agência Canadense
de Cooperação Internacional
e a OEA - Organização
dos Estados Americanos.
O
CREAD tornou-se, na verdade, a primeira
grande rede de apoio à difusão
de experimentos bem sucedidos em
EAD no continente americano, tendo
grandes tendências ao sucesso.
As redes brasileiras de EAD
A
figura das redes no campo da EAD
já é conhecida no
mundo há alguns anos. As
redes representam uma associação
formal, mas sem elos de ligação
entre entidades que têm os
mesmos interesses.
As
universidades criaram, em 1989,
a Rede Brasileira de Educação
Superior Aberta e a Distância
- READ, congregando esforços
entre as instituições
de nível superior que possuíam
na época setores de EAD.
A
falta de apoio governamental fez
com que a Rede não conseguisse
avanços, uma vez que não
foram alocados recursos para implementação
do trabalho. Aliás, essa
é uma das carências
dos programas oficiais, visto que
ficam à mercê das dotações
orçamentarias. Não
se têm notícias sobre
o avanço da READ nos últimos
momentos.
Levando
em conta que a citada rede tem por
objetivo reunir as universidades
que desenvolvem EAD, as instituições
isoladas de ensino superior bem
como as entidades de ensino livre
e as empresas resolveram, durante
a XV Conferência Mundial de
Educação a Distância,
realizada em Caracas em novembro
de 1990, criar a Rede Brasileira
de Educação a Distância,
lançando na capital venezuelana
o embrião de um trabalho
que pretende reunir espontaneamente
organizações brasileiras
que, de alguma forma, fazem EAD
em nosso país.
Formou-se,
então, um comitê que,
durante os primeiros meses, cuidou
do trabalho organizacional, lançado
oficialmente em setembro de 1991.
As
redes brasileiras já buscam
a interligação com
as redes internacionais, para uma
linha de relação mais
profícua de apoio, visando
ao desenvolvimento da EAD.
A
falta de uma gestão empresarial
fez com que também a Rede
Brasileira de EAD não prosperasse
dentro das expectativas, merecendo
uma maior divulgação
para seu progresso e alcance dos
objetivos planejados.
Em
outubro de 1994, por iniciativa
da Universidade de Brasília,
realizou-se o Seminário Internacional
de Novas Tecnologias na Educação
e na Formação Continuada,
com participação de
cerca de cinquenta universidades
públicas. Foi criado, então,
um consórcio interuniversitário
de educação continuada
e a distância, denominado
Brasilead.
O
novo consórcio gerará
programas para aplicação
na Rede Teleinformacional de Educação
(RTE), que está sendo implementada
experimentalmente nos Ministérios
da Educação, das Comunicações,
Ciência e Tecnologia e Cultura.
Sistema de controle de qualidade
Uma
das grandes falhas do processo educacional
é a falta de controle qualitativo
dos sistemas, tanto presencial,
como por EAD.
A
melhoria da qualidade da educação
é a palavra de ordem na Constituição
Federal, competindo essa atribuição
ao Governo. Apesar dessa imposição,
não existem mecanismos capazes
de aferir os níveis de ensino,
exceto na pós-graduação,
onde a CAPES - Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal
de Ensino Superior - tem uma brilhante
experiência nos cursos de
mestrado e doutorado.
No
âmbito da EAD nada existe.
Aliás, não há
sequer um cadastro nacional das
entidades que utilizam essa metodologia
de ensino. Inexistindo, é
bastante difícil controlar
a qualidade.
O
sistema de avaliação
tem que ser espontâneo para
dar certo, mas é imperioso
que se façam campanhas para
conscientização das
organizações quanto
à necessidade de possuírem
mecanismos para evitar que o sistema
caia no desgaste nacional por falta
de credibilidade.
Esse
interesse quanto à qualidade
é de todos, devendo-se buscar
um mecanismo de auto-regulamentação,
longe do intervencionismo estatal,
que sempre retardou o processo de
desenvolvimento do Brasil.
O
grande desafio das redes de EAD
é a manutenção,
em seu meio, de instituições
idôneas e que desenvolvam
cursos com qualidade, submetendo
sempre aos demais partícipes
os produtos gerados por seus profissionais.
Há
necessidade de intercâmbio
com organizações internacionais,
para orientação correta
acerca dos melhores meios, a fim
de que haja um real controle qualitativo
da EAD.
Perspectivas
Arthur
Clarke, autor de "2001: Uma
Odisséia no Espaço",
dentre outras obras, reuniu pesquisadores
de diversas áreas e publicou
recentemente uma verdadeira obra-prima:
"Um Dia no Século XXI".
No campo da educação,
contou com o apoio de Richard Wolkomir.
Esse livro de caráter futurista,
não é uma ficção
científica, mas de projeções
científicas capazes de serem
asseguradas pelos autores. No capítulo
cinco, sob o título "Tempo
de Estudo: Nada de Férias",
enfoca com magnitude como será
a educação no ano
de 2019.
Assim
se expressa, ao antever o futuro:
"Na
noite de 20 de julho de 2019, John
Stanton está tendo outra
teleaula. Um cômodo de sua
casa, equipado para receber as teleconferências,
serve de sala de aula. Neste momento,
John faz uma pergunta ao professor
que está sentado num estúdio
de vídeo da universidade,
a 2.200 km de distância, e
que aparece na sala como uma imagem
holográfica tridimensional
em tamanho real.
Na
escola secundária "centralizadora"
do outro lado da rua, especializada
em humanidades, um secundarista
aprende de que modo a física
quântica está alterando
nossa visão do universo.
Outras escolas secundárias
da comunidade especializam-se nas
mais variadas áreas, de ciências
a finanças.
Do
outro lado da cidade, num centro
da cadeia McSchool, uma senhora
de idade faz um curso de administração
de microempresas. Noutra sala, seu
neto de dezesseis anos está
cursando antecipadamente o Inglês
I da faculdade.
Próximo
dali, na universidade criada por
uma grande companhia para seus empregados,
os alunos estão tendo aulas
sobre novos avanços tecnológicos
em suas áreas ou estão
trabalhando para conseguir graduações
avançadas em especialidades
técnicas, científicas
ou administrativas.
No
ano 2019, este será o perfil
típico dos alunos, pois a
maioria das pessoas frequentará
a escola a vida toda. Os estudos
recreativos serão populares,
já que a maior eficiência
tecnológica gera maior tempo
de lazer e as aceleradas transformações
tecnológicas do futuro exigirão
que os trabalhadores estejam em
constante treinamento e reciclagem".
Mais
adiante, ao se referir às
tecnológicas, afirma:
"Os
técnicos precisarão
fazer mais cursos para poder ocupar
os cargos melhor remunerados nas
novas especialidades.
Surgirão
campos totalmente novos, como a
mineração do fundo
do mar e a agricultura em grande
escala, para proporcionar alimentos
para a população gigantesca
do globo. Operários cujos
empregos em outra área forem
eliminados pela tecnologia voltarão
à escola a fim de se prepararem
para novas carreiras nesses setores.
As
novas tecnologias também
transformarão as escolas
tradicionais, do jardim de infância
ao segundo grau. As próprias
metas da educação
serão modificadas. Nosso
sistema educacional foi criado para
produzir operários para a
economia da Revolução
Industrial, baseada na fábrica,
para um trabalho que exige paciência,
docilidade e capacidade de superar
o tédio. Os alunos aprendem
a sentar-se em filas ordenadas,
a decorar fatos e a assimilar em
grupo o material apresentado, como
se não houvesse diferenças
individuais na velocidade de aprendizagem.
Mas não haverá mais
empregos nas fábricas de
2019. Com exceção
de alguns técnicos para supervisionar
os painéis de controle, as
fábricas do futuro serão
automatizadas, com robôs-operários
comandados por computador.
Na
nova economia baseada na informática,
cada vez mais empregos estarão
ligados à criação,
transmissão e processamento
de informações e idéias.
Na medida em que diminuir o número
de empregos na força muscular
e na repetição alienada,
a indústria e os negócios
terão necessidade cada vez
maior de trabalhadores com grande
capacidade de raciocínio.
E como a maioria das pessoas estará
fazendo cursos a vida toda, precisarão
saber como estudar - a aprendizagem
será uma habilidade de que
praticamente todos necessitarão.
Consequentemente, mudarão
os objetivos da escola de primeiro
e segundo graus: a meta do futuro
será ensinar a raciocinar
e a aprender".
O
futuro não está longe,
e o caminho para alcançá-lo
será encurtado, se adotada
a consciência da educação
permanente.
Não
há mais motivação
para se estudar nos quadros-negros,
em preto e branco, quando o mundo
já está visto a cores
há vários anos. O
início da revolução
educacional está bem próxima,
embora os projetos atuais de transmissão
do ensino à aprendizagem
ainda progridam de forma lenta,
sendo incapazes de atender aos anseios
de toda a humanidade.
A
EAD será peça importantíssima
para se chegar mais rápido
às necessidades do amanhã,
sendo portanto, imprescindível
e inadiável.
Os
estudiosos da educação
a distância terão que
partir para ações
de natureza prática pois
do contrário, as gerações
futuras não nos perdoarão
se falharmos nessa missão.
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Referências
bibliográficas
CLARKE, Arthur C. Um Dia na Vida
do Século XXI, Editora Nova
Fronteira, 1989 - Rio de Janeiro.
Ensino por correspondência,
Ministério da Educação,
1980.
1o Ciclo de Debates sobre Educação
a Distância. Ministério
da Educação, 1987.
BORDENAVE,
Juan. Telecomunicação
ou Educação a Distância
- Fundamentos e Métodos -
Editora Vozes, 1987.
GALVÃO,
A. de Souza. Introdução
a Pedagogia da Tela, CEPAC, Faculdade
Anhembi Morumbi, 1991.
Educação a Distância
- Integração Nacional
pela Qualidade do Ensino. Ministério
da Educação, 1992.
Revista Brasileira de Educação
a Distância nº 1 (nov/dez
de 1993) - Instituto de Pesquisas
Avançadas em Educação.